E se eu fosse cego?
E se eu não conseguisse mais andar? E se...
No nosso último encontro, iniciamos a série de vivências “No lugar do outro”. A proposta é composta de vídeos, conversações, depoimentos de visitantes sobre o impacto e a superação da cegueira repentina e visitas ao Instituto dos Cegos e ao Centro de Reabilitação Sara Kubitschek. O objetivo é viver cada vez mais o amor ao próximo a partir do exercício de ficar no lugar do outro. E, assim, cumprir um dos principais mandamentos de Deus: “Amar ao próximo como a si mesmo.”
Mas como é ficar no lugar do outro?
Ficar no lugar do outro nos faz experimentar os problemas do outro e ver a nossa situação por outro ângulo. Ficar no lugar do outro nos ensina a ser gratos a Deus. A perceber que somos felizes com pouco.
Ficar no lugar do outro faz ver que não apenas nós temos problemas. Que o problema do outro pode ser bem pior que o nosso.
Ficar no lugar do outro é tentar entender como sentem as outras pessoas. É pensar como seria passar fome, sentir frio, viver na rua, ser desprezado, ser humilhado, estar desempregado, ficar paraplégico de uma hora para outra, ou deixar de ver a luz do dia.
Ficar no lugar do outro é também pensar em como eu agiria se aquela situação fosse comigo. Onde buscaria socorro? Onde colocaria a minha fé? Será que a minha atitude diante daquele problema seria mais ou menos acertada?
O primeiro dia dessa proposta representou uma experiência marcante para os membros do PG. Compartilhamos um vídeo sobre a vivência de uma repórter que aceitou o desafio de passar 24 horas com os olhos vendados, como se fosse cega. Ela saiu de casa usando uma bengala para cegos, atravessou ruas, errou o caminho, experimentou a dor da solidão de quem não pode ver quem está por perto até mesmo para pedir ajuda. Foi aí que percebemos que, alguém que acaba de perder a visão, ainda que esteja rodeado de pessoas, se sente só. Entendemos que, ao ficar cega, uma pessoa enfrenta o desafio de reaprender a comer, pois não consegue ver o que tem em seu prato. Necessita reaprender a caminhar, a se comunicar, a superar tantos outros obstáculos, desde o acordar pela manhã sem saber se já é dia. E ainda vai ter que vencer a luta contra o preconceito de muitos que tratam a cegueira como uma doença contagiosa.
O que frequentemene temos feito ao nos depararmos com uma situação assim?
Como estamos exercitando o amor ao próximo?
Amamos se não nos colocamos no lugar do outro?
Queridos, a troca de papéis nos leva a aprender sobre o outro e a compreender suas razões.
Ensina-nos a dar importância ao outro e à sua realidade.
E nos cura da cegueira ainda mais cruel: a cegueira espiritual.
Que Deus nos abençoe.
Jacilene
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